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Benozzo na Galiza, no seu melhor

01/06/2018

Umha vez rematadas as VII Jornadas Galego-Portuguesas em Pitões é tempo para a nova “aventura do verám”, e que aventura! 🙂

Benozzo is coming to town, e vai desembarcar com todo o seu saber e talento, desde o aspecto do rigoroso catedrático até o genial poeta e músico. Para quem nom conheça, este inovador catedrático anarquista, candidato ao Nobel de Literatura e figura artística de primeiro nível é já um velho conhecido a quem no seu momento tive a honra de fazer esta informativa entrevista para umhas outras jornadas em Pitões, mas é que agora vem cá a casa…

Assim pois, quem tenha a tarde do Sábado 30 de Junho livre e queira passar por Ponte Vedra poderá desfrutar connosco  desta deliciosa tolémia (mais detalhes na ligaçom):

  • 19:00 – Palestra “Os celtas atlânticos da Galiza e o mito da Atlântida: evidência científica para umha velha lenda?” (em inglês com traduçom simultânea ao galego).
  • 19:45 – Quenda de perguntas e debate.
  • 20:30 – Descanso.
  • 21:00 – Concerto, com versons em harpa do repertório de David Bowie, parte da digressom europeia YTIDDO – Benozzo performs Bowie.

Vinde que vai prestar!

 

The intangibles

25/04/2018

 

There is much in history and (social) sciences that can be quantified and measured, and hence proper studies made and more than reasonable conclusions reached. I even dare to think of myself as a “cultural geographer” on indefinite hiatus, and often fantasise with putting together all the perceptual elements linking the Irish and Galician views, appropriation and use of space – the living territory – one of these days.

But then one hits the intangibles, that which cannot be perceived by the senses, impervious to analysis, impalpable, out of reach to mere humans perhaps. Yet they do exist.

Maybe someday I’ll manage to simply list (let alone systematising or rationalising anything) the countless shared elements in both countries, the plethora of personal experiences intuitively connecting the dots along the so-called Celtic Nations, the all too frequent moments of “you’ll have to take my word for it” because “jaysus bhoy, this is exactly the same where I come from, in a weird and almost creepy way and I can’t even start putting into words”. That sort of thing.

Bertie, you crook. Apart from the language barrier, you could be any of a thousand Galician politicians, and any of them could happily join the ranks of Fianna Fáil (or Fine Gael for that matter); nobody would notice. I knew you before I ever heard your name, and you will continue to run for our elections after you are dead. Just like giving directions in a most peculiar way, or messing with field markers, you are an intangible.

I honestly wish I could convey how Galicia and Ireland are joined at the hip on so many levels, through so many layers. It is so obvious and still so hard to verbalise it’s painful. You’ll have to take my word for it.

Something new, something original

07/02/2018

And as far as I know the only one of its kind: a Galician language and culture course through English!

With yours truly 🙂

This is addressed to anyone who want make the most of their stay in Galicia, or simply get to know better their new home (in case they’re settled for good).

You know, it’s about really understanding the place, not just “passing by” or “spending some time in Spain [sic]”.

In fact, it can be done as much language-oriented or culture-oriented as desired. It’s not supposed to follow the typical boring class routine.

For more details > click here <

PS. This is intended for native English speakers or fully proficient adults, meaning that English will be the means to explain weird Galician stuff 😉

Um novo invento: o ‘Plan Básico Autonómico’

13/01/2018

[Este artigo de opinião foi publicado originalmente no portal de informação GalizaLivre.com, 11 Janeiro 2018]

Mais papel molhado da Xunta(*) que, a estas alturas, já demonstrou que o tema territorial na Galiza fica fora do seu alcance, bem seja voluntariamente por interesses político-económicos ou involuntariamente por pura incompetência, onde já nem sei o que é mais grave.

Este documento de suposto ordenamento territorial continua sem ir à raiz do problema apesar das décadas de trabalhos, críticas e investigações sobre o assunto, quer dizer, a falta dum grande plano nacional galego onde fixar o modelo territorial preferido para o País a meio e longo prazo, guia de toda actuação espacial posterior.

Não. Continuamos na mentalidade do município como centro do universo (tão rendível eleitoralmente) e planos de propósito que funcionam como meros remendos, se é que funcionam.

E ainda o mais alarmante continua sendo a total falta de respeito às mínimas formas que regem o chamado ‘planeamento estratégico’, que exige uma exposição pública o mais aberta e participativa possível. Digo isto porque como cidadão galego fui conhecedor do tal PBA por uma via que não deveria, mais tarde do que deveria, sem saber o que deveria.

Não. Uma nota numa página qualquer no web da Xunta e um visor técnico perdido na rede não abonda.
Obviamente, tapam-se assim erros e omissões flagrantes como o referente ao património cultural em Corcoesto, entre outros, limitando a capacidade de resposta e apresentação de emendas e alegações (o tal período de dous meses começo o 14 de Dezembro).

Há mais detalhes, mas fiquemos com a velha ideia de que estamos, no geral, em mãos de incompetentes.

Ano 2018. É cansativo.

 

(*) Governo [sic] Galego.

Queimaram a Galiza (e mais que há arder)

23/10/2017

Foi um ataque à Galiza, mas não de mãos de “quatro tolos”. Foto: Galiza Contrainfo.

O tema dos incêndios florestais na Galiza (e Portugal) responde verdadeiramente a causas complexas das que muito têm falado, e bem, pessoas que sabem melhor do que eu como funciona e que precisa o monte (aqui uma análise mais geográfica e esquemática).

Até parecia que em Portugal começavam a activar nova legislação ao respeito… Mas para esta última vaga de fogos não chegou a tempo.

Cobiça, desleixo, incompetência, ignorância, desordem, o cancro de ENCE-ELNOSA e os seus eucaliptos, etc. Elementos combinados que precipitam eventos que não acontecem no nosso entorno geográfico natural (Europa Atlântica), nem em lugares com condições físicas semelhantes às nossas e que contam com massas florestais imensas onde nunca arde nada, além de genuínos acidentes naturais ou muito escasas negligências humanas. Realmente, aqui “ocupa-se o território para que o sistema capitalista tenha espaços para extrair matérias primas“. Disque isso é uma característica dum colonialismo de livro.

No caso galego, ademais, o problema vê-se agravado por uma ingerência forânea secular que resulta numa desorganização territorial geral. A recentemente aprovada “Lei de Fomento das Iniciativas Empresariais en Galicia“, a.k.a. Lei de Depredação da Galiza, é boa mostra, abrindo a porta à instalação de todo tipo de indústrias pesadas, nomeadamente minaria, mesmo em zonas ambientais protegidas. Isto dias depois de terem queimado 48.100 hectares. Dissimulos para quê?

Aqui recomendo (desculpas pela auto-cita mas acho que vem à tona) uma entrevista onde falei de forma resumida da desfeita territorial generalizada deste País. Para quem quiser algo mais heavy e elaborado está este texto académico que vem sendo um resumo da minha tese de MPhil sobre o caos do planeamento territorial galego, ou mais bem, da sua falta.

Por enquanto, estaremos nas ruas.

PD. Manifesto da IDG, onde faço parte activa, claro.