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Descobertas

14/02/2012

Tem sido um ocupado tempo de descobertas o que me tem privado de actualizar este pequeno espaço de meu. Algumas sentidas como boas (até muito boas) outras nem tanto, mas sempre interessantes e ilustrativas. Alguns projectos pessoais desfundaram, outros vão apanhando cor. E entre promessas e trabalho (este último sempre por ‘amor à arte’) ocorreu uma espécie de acto refundacional do Instituto Galego de Estudos Célticos no passado sábado, não sabendo eu que no domingo seria feliz testemunha da descoberta – agora sim – dum achádego arqueológico de grande magnitude a cargo do amigo, bardo, Calros Solla. Foi um fim de semana que me deu uma sensação de completude  a níveis que pensava tinha já perdidos; se calhar só por isto o IGEC já pagou a pena na minha vida. Continuaremos o fim de semana vindeiro com mais actos onde vou (vamos) participar maciçamente. Mais trabalho desinteressado pela Terra, mais risos também!

Ao tempo, lidamos com o resto da vida :) Não dá tempo agora para pôr ligações a tudo. Ains. E é que há mesmo pessoas que não cabem na rede (ora acreditem).

De druidas, druidesas e caminhadas

12/11/2011

Suponho que haverá que ir comunicando as boas novas, e essas começam com a recente – de ontem – apresentação pública da Irmandade Druídica Galaica, que é exatamente o que o seu nome indica. Vai a sério? Sim vai. E ainda vai haver mais “surpresinhas”…
O das caminhadas digo-o porque no sábado 19 organiza-se o I Roteiro da Pantalha (isto é: a Estadea ou “Santa Companha”) em Cerdedo (Terra de Montes), organizado pela A.C. Amigas da Cultura e que vai ter presença da tal Irmandade, além de pessoal do Instituto Galego de Estudos Célticos.

Vejam o evento no Facebook >aqui<. Mas principalmente vejam os detalhes na própria ligação da A.C. Amigas da Cultura e vaiam fazendo reservas, porque a cousa vai ser bem boa e há vagas limitadas!

Começos de ciclo

31/10/2011

Hoje o vento zoa e as portas do Além abrem… Boa noite de Magusto e uma boa entrada no novo ano! /|\
Embora estejamos a celebrar 10 dias por adiantado mas, bom, esse é uma outra história ;)

Today the wind blows and the gates of Sidhe open wide… Have a good Samain night and a great new year /|\
Although we’re celebrating 10 days in advance but, well, that’s a different story… ;)

E os deuses ouviram

04/09/2011

O trio Lug, Cailleach e Íccona (Epona) gostou do ritual do Lugnasad, e tudo aconteceu como devera. Assim foi o grande sucesso do roteiro do Monte do Seixo no passado sábado dia 27 de agosto, que juntou mais de 70 pessoas na montanha mágica da deusa-nai. Eu, pessoalmente, fiquei contente e emocionado polo evento, polo protesto contra os eólicos, pola honra de oficiar o Lugnasad, e pola melhor companhia da que podia dispor. Muito obrigado.

Para mais informações visitem o blogue do nosso Bardo Mór, Calros Solla, ou o evento no FB. Notícia inicial do evento neste mesmo blogue aqui.

Do Lugnasad e Montanhas Sagradas

03/08/2011

O sábado 27 de Agosto encarreiraremos os nossos passos cara aos altos do Monte do Seixo (Galiza) – a Montanha Mágica, a Montanha da Deusa – dez anos depois da sua conversão em “parque” (“parque” aqui é eufemismo) eólico. Este evento tem a partes iguais uma dose lúdica e uma reivindicativa, misturado com a magia própria do lugar e a celebração duma importante festividade céltica.

Ascenderemos de carro desde Cerdedo até o Chão de Mamas. Principiaremos a nossa caminhada no Chão de Mamas até Portalém e o Marco do Vento ou, talvez, até Santa Marinha.

Se o dia acompanhar, jantaremos (isto é, almoçaremos, para os/as não galegos/as ;) ) nalgum dos pinheirais do Seixo, ao socairo dos aero-geradores. Lembrade só de trazer a vossa própria comida! Se chover, o plano B contempla a possibilidade de face-lo a coberto, num estabelecimento hostaleiro de Cerdedo, em troco das consumições.

O roteiro é muito levadeiro (fácil), apto para todos os públicos. O ponto de encontro é a praça da igreja de Cerdedo, contra as 10:00 h. Aguardaremos um chisco (bocado) polos que vêm de longe.

Haverá jogos, explicações, convívio, Ritual do Lugnasad

Animade-vos. Ficamos combinados para o 27. Salvemos o Seixo!!!

-> Evento aberto no Fabebook <-

E por se ainda houver alguma dúvida :)

Organiza: O Rato Rabisaco

Apoiam: Asociación Pola Defensa da Ría (Ponte Vedra), A.C. Amigas da Cultura (Ponte Vedra), A.C. Canón de Pau (Cotobade), Asociación de Mulleres Espadela (Cerdedo), Instituto Galego de Estudos Célticos, Liga Céltiga Galaica, C.S. Lume (Vigo), A.C. Trentinán (A Lama), VaipoloRio (Ponte Vedra), Asociación Ecoloxista e Cultural Verbo Xido (Terra de Montes), entre outros [apoios abertos]

A contrapé

15/06/2011

Após a leitura dum breve editorial sobre o futuro do movimento 15-M em “Terra e Tempo” (voceiro da UPG), deu-me por escrever umas linhas rápidas numa notinha de Facebook. Nem foi muito meditada, só fruto do momento. Hei-na aqui:

Co-opting (or Co-optation) most commonly refers to action performed in a number of fields whereby an opponent is nullified or neutralized by absorption … Co-optation may also refer to the tactic of neutralizing or winning over a minority by assimilating them into the established group or culture

Assim que a começos dos 90 do S.XX, na onda de otimismo europeísta, alguém apanhou medo porque a cidadania queria mesmo Europa e falava-se de federalismo (a saber onde iria parar a “Europa dos Povos”). Mas ainda que tarde e quase que mal, foi nos assépticos 90 onde se marcou a Estratégia do Medo (dos medos sanitários aos bélicos). Que contraponto brutal com os alegres 80, herdeiros da ideia “o futuro como esperança, não ameaça” – com URSS e tudo, ou será mesmo por…? ui!

Acabadas e/ou silenciadas as guerras – por enquanto – e sem muito mais que predar neste preciso instante o capitalismo preda-se a ele mesmo, um bocadinho. Tocou-lhe à Europa primeiro.

Crise real ou crise provocada? Talvez aproveitada. Porque o que antes andava em crise agora começa a ser comprado e privatizado, de país a país, nações atuando como bancos, ordenados pola banca, expropriando outros sem descaro, euro mediante mesmo. Eis a mágica solução.

Os países seica ficaram pequenos de mais para as oligarquias; é o de sempre mas a outra escala maior.

Para quando a melhora programada baseada numa outra “borbulha”? Estou certo de que já está na agenda.

Protestos, seguramente espontâneos no princípio, claro. 2.0. O pessoal sabe mais, está melhor comunicado e nem é tão parvo. Mas como nos 90, vão ser cooptados, senão o estão já em parte.

Aliás, é um esticão mais da corda. E algum dia há rachar. Essa é a diferença com situações passadas, porque agora a informação flui, não há cúpulas, as ‘redes’ impregnam tudo, e ‘os de sempre’ também não estão desativados. Agora tod@s vamos sabendo tudo, de tod@s. Ainda bem.

Eu estou por fazer como quando se vai pescar: dar um pouco de carrete para depois puxar, bem forte. Neste momento histórico acredito que eles tragaram o isco cedo de mais, e são eles os que a pesar de tomarem a iniciativa vão a contrapé.

Snow is lightly falling (I know, it’s almost Summer)

31/05/2011

Entre paranóias, infiltrados, falta de discurso, dilatação no tempo e crescente apagão informativo, os movimentos DRY e 15M vão esmorecendo na sua presença e números totais. Ainda que agora apela-se à “descentralização” para, precisamente, poder actuar de forma mais eficaz localmente. Tarde piarom? Curiosamente a brutal violência policial dos últimos dias reactivou a indignação daqueles que já iam esquecendo este capítulo da história, mas já foi tomada boa nota.

Nomeei a falta de discurso, mas deveria falar de discurso espesso, alternante, supostamente apolítico, quando tudo é política nesta vida. “Apartidário”. Linda palavra, mas no momento que se chama – por exemplo – a um câmbio de sistema eleitoral, e se dão propostas (muitas vezes divergentes) de como face-lo, a cousa toma por definição uma cor eminentemente política. Desbotou-se, aliás, a possível ajuda de organizações, colectivos e pequenos partidos com uma ampla experiência nestas lutas e que poderiam ter dado uma mão na organização, concretização de objectivos e, em resumo, a uma maior e melhor presença no tempo da ‘indignação’. Pedia-se uma mudança de sistema e em votarmos em masa, mas não aos partidos tradicionais, quando ao tempo excluiu-se a esses outros partidos e grupos de terem voz por eles mesmos nas acampadas. Bem feita. Foi e será maioria absoluta do PP, porque os que não foram às praças (a grande maioria de votantes) ou já iam votar direita ou interpretaram tudo isto como um castigo ao governo de turno. A partir deste domingo ides ver que bem (sic) vai governar o PSD em Portugal também. E é que numa crise estrutural do sistema o pessoal votou os próprios cães guardiões do tal sistema.

Na Irlanda polo momento (outro país que conheço bem) nacionalizaram um par de bancos e trocaram de governo nas últimas eleições, algo histórico só por isso, mas o caciquismo e corrupção continuam, assim como a subordinação a poderes externos. Nem falar de reorganizar a estrutura administrativo-territorial por suposto, cancro geográfico do país, como na Galiza. Mudaram as aparências para não mudar nada.

Como na restauração bourbónica española de 1975-78, houve muito barulho para o que logo foi. Ou para o que alguns/mas queríamos. Claro, que eu sou um extremista (os de Telefónica não) e falo o que não devo e nunca a gosto de todos, tinha esquecido. Olha, seica os islandeses são todos como eu. Vou ter que emigrar lá. Mágoa do clima. Naquele país o Povo, após um colapso total da nação em 2008 quando já tinham nacionalizado o principal banco, faz o seguinte:

  • No 2009 o Povo toma as ruas e frente o Parlamento – até aí tudo bem – exigem eleições, provocando a demissão do Primeiro Ministro e o seu governo. Os novos coitados ao leme propõem uma lei para a devolução da dívida a Reino Unido e Países Baixos que suporia que todas as famílias islandesas pagassem uma quantidade mensal durante 15 anos com 5,5% de juros, até um máximo de 3.500 milhões de euros no total. O Povo bota-se à rua mais uma vez exigindo um referendo sobre esta lei.
  • Em Janeiro de 2010 o Presidente da República – por medo ou ideais, tanto tem – nega-se a ratificar esta lei. Em Março celebra-se o referendo e 93% vota “não” à lei. O governo, tentando safar o pescoço desta vez, começa uma séria investigação para resolver judicialmente as responsabilidades da crise. Banqueiros e altos empresários são detidos, enviados à cadeia ou fogem do país. Mesmo requer-se ajuda da Interpol.
  • Neste contexto elege-se uma assembleia de 25 cidadãos sem filiação política de entre 522 candidaturas para reformar a Constituição. O único requerimento era ser maior de idade e ter o apoio de polo menos trinta pessoas nessa candidatura. Em Fevereiro deste ano 2011 começaram a trabalhar, em conjunto com outras assembleias formadas em todo o país. E nessas estão.

Sim, claro, Islândia é um país pequeno com muita pouca população. Mas é curioso que os meios cá não falem nunca disto, não sim? Será também a deriva  “esquerdosa”, levando-nos sempre a contra? Ou a capacidade de pensar em alternativas reais que travem o caos e a barbárie, no verdadeiro interesse social e não das oligarquias económicas? Os islandeses sabem que erraram no seu sonho capitalista e que talvez numa altura venderam a sua alma ao dianho (como Irlanda, outra vez), mas a diferença dos irlandeses os islandeses souberam corrigir a tempo e da maneira mais higiénica possível. A História há tomar nota disto também.

Protestos na Islândia

Além destes outros exemplos de carragem, se as acampadas demonstraram que algo cheirava a podre no Reino de España – entre todo o bom, atenção, mas polo visto pessoalmente só posso falar da indignação entre @s indignad@s – é o eterno isolamento e umbiguismo, pois os islandeses já encetaram tudo isto há tempo, a Geração à Rasca em Portugal em Março, ao tempo do que ia acontecendo no norte de África e outros países. Tem-se criticado desde sectores na Galiza, por exemplo, a falta de comunicação direta com outros países e outras experiências a decorrer agora mesmo. Nem vou falar de como as próprias acampadas são reflexo das separações ideológicas de fundo, da visão do mundo e péssimo conhecimento geo-histórico, neste mal construído Estado, onde velhos conflitos surgem cortando transversalmente todo o espectro social aí representado. E isto vai desde o tema linguístico até o feminismo, assuntos que deveriam formar parte de qualquer acordo de mínimos. Tem havido situações mesmo dantescas meus. Não é de estranhar que muit@s aproveitem(os) para dizer “chegou!“.

O Povo está farto, sim. Mas muitas vezes uns/umas estão fart@s cara uma banda e outr@s cara a outra.

Pois. Se alguém ainda não conhece a diferença entre a esquerda e direita política, entre democracia representativa, aberta, etc, ou não conhece os processos históricos – embora muito superficialmente – que provocam câmbios na sociedade e a perda ou ganho de direitos laborais, individuais, e demais… Desculpem mas leiam um livro, que as bibliotecas públicas estão cheios deles e são de borla (quase sempre), por enquanto. E digo livros, não internet. ‘Tá bom, quem perceba inglês que veja este vídeo. Fascinante. Chomsky falando da democracia real ;) Ah, o conceito de paisagem cultural também é relevante, porque isso acaba por influenciar a política e organização geo-administrativa – “Territory Sustains Reality” – mas isso é para outro dia (<- nota do geógrafo).

E é que, finalizando, alguém já falou do risco de ter um movimento aberto/democrático/cidadão que nem é de esquerdas nem direitas (sic), que está por riba de todo e de tod@s na procura do interesse geral (?)… É algo que já aconteceu nos EUA. Chama-se “Tea Party“. Sim ó! Não sabíades? A Palin opunha-se fortemente  ao resgate dos bancos, por exemplo… ains! como a Rosa Díez! (lol).

É o tempo de tomar posições. Não estão as cousas para posturas mornas. Nem sequer temos que inventar nada muito novo. Talvez seja só questão de convicção e perseverança nos tempos depois da birra. @s que estavam na luta hão continuar. Oxalá agora, depois de tudo isto, haja muit@s mais. Isso só já teria sido um triunfo. Parv@s não somos.

Avante!

Why so serious

27/05/2011

ACTUALIZAÇÃO – UPDATE – Ligação permanente – Permanent link

http://milesio.wordpress.com/vm/

- o O o -

Não iam ser só más notícias nestes tempos confusos. Alguns já sabem que colaboro com uma rádio de internet das Astúrias – Volumen Maldito – que passa Heavy Metal. De facto já falei disso aqui mesmo. Nomeadamente faço lá um pequeno espaço de Metal Asiático chamado “De los Urales a las Kuriles“, entre outras cousinhas. Ainda vai tudo de vagar, mas há algumas emissões ao vivo, principalmente nas sextas à noite a partir das 23h CET (22h em Portugal).

E para que não fiquem no limbo, vou colocando os meus programas na secção de descargas do meu sítio pessoal. Nestes momentos já lá estão estes cinco [editado] (ouçam a vontade! embora fale em espanhol):

Programa 1 – 06/05/2011 (*.mp3, 65Mb, 1h09m31s)

Programa 2 – 13/05/2011 (*.mp3, 40Mb, 43m08s)

Programa 3 – 20/05/2011 (*.mp3, 35Mb, 37m27s)

Programa 4 – 27/05/2011 (*.mp3, 38Mb, 40m54s)

Edit: Programa 5 – 03/06/2011 (*.mp3, 39Mb, 43m01s)

It’s not all bad news in these times of confusion. Some of you already know that I’m involved in a Spanish online Heavy Metal radio – Volumen Maldito. In detail, I’m doing a show on Asian Metal called “De los Urales a las Kuriles” (‘From the Urals to the Kuril Islands’), among other stuff. In fact, I did mention that right here.  It’s all still going slowly, but there are some live broadcasts, namely on Friday nights from 23h CET (22h ROI/UK).

And since I don’t want my wee shows to end up in limbo for ever and ever, I’ll be adding them to the download section of my personal site. There’s five [edited] so far, so… enjoy! You also have the direct links above (yes, yes, I have to speak in Spanish there, but listen to the music).

Volumen Maldito (logo)

Atualizando o que escrevo noutros lugares

18/05/2011

Em concreto no Facebook, que tenho em modo de privacidade total por aquilo de que só quero que possam ver as minhas fotos, por exemplo, a gente com quem vou tomar cafés. É compreensível, né? Ou Mundo Físico>Internet, por enquanto.

Pois Pois. Comecei o outro dia a escrever uma daquelas notinhas pensando nos desleigados que ocasionalmente visitam esta bela aldeia caciquil onde agora moro, e continuei hoje com umas simples linhas sobre o movimento social a acontecer na Espanha chamado “Democracia Real Ya“, evocador do “Geração à Rasca“. Copio e colo ambos textos,  com o mais recente acima:

Lendo sobre “Democracia Real Ya” (18 Maio 2011)

Mais outro caso de “projeto tutelado” que lhe foi das mãos a quem o principiou? Não seria a primeira vez.

Há quem estabelece paralelismos com o fenómeno “Geração à Rasca” portuguesa, mas mais outra vez também Portugal vai aí à frente e evidencia que esse sim foi (é) – com mais certeza que no caso espanhol – uma bufada de ar fresco. Portugal rachou no bom sentido um 25 de Abril e, salvando as óbvias diferenças porque daquela além da crise do capital havia outro tipo de violência do sistema, reagiu pela base de novo. O caso espanhol… ainda está por ver, porque como se diz por cá “isto vai por paróquias”. Oxalá desta vez não haja “transição e restauração” mas sim outra alternativa qualquer.

Seja como for, na Galiza – rarinhos como nós somos – a cousa seica funciona por outras vias e toma diversas formas dependendo da cidade. Às vezes mais como mimetismo com Espanha que outra cousa. Em parte este estranho funcionamento vem motivado pelo facto de termos tido, e termos, canais de expressão do conflito de classes (e libertação nacional) operativos e ativos durante anos e anos. Aqui mais que em nenhum sítio percebe-se como uma experiência sociológica, e para alguns mesmo redundante. Quem sabem também porque na Galiza falava-se já da “Geração à Rasca” portuguesa antes que do “Democracia Real Ya” espanhol; já sabedes, nada como poder ler no original ;)

Lá veremos onde é que acaba tudo isto. Mágoa só que as eleições do próximo domingo na Galiza sejam unicamente municipais, porque não vai dar para ver o espectro completo já que muitas organizações não apresentam candidatura.

Por enquanto sim parece que alguém levou um sustinho, e isso sempre é bom. Visibilizar sempre é! E todos concordamos desta banda do Minho que o bipartidismo a nível estatal PP/PSOE não é beneficioso para mais ninguém que as suas respetivas elites (a relação de forças políticas em Portugal visto desde Madrid é invejável, acreditem).

O dia da grande mobilização pública de “Democracia Real Ya” foi o 15 de Maio, continuado até hoje.

O dia grande da “Geração à Rasca” foi o 12 de Março.

E sem ter que ver com o anterior (ou?):

Os duros domingos que podem vir no verão (16 Maio 2011)

” Aldea: Lugar en un desvío de la nacional donde viven unos viejos andrajosos que me pagan con sus pensiones el BMW tocaíto. A veces la aldea también es chachi en un fin de semana soleado para (una vez eliminas el olor a vaca) hacer barbacoas con los colegas y ponerte ciego, que total el guardia civil es amigo de popó, que es amigo del alcalde, que es yerno del antiguo gobernador civil, y podemos ir a dar unos trompos por la noche atropellando conejos y gatos. Además, lo cojonudo es que como hablan todos en paleto no me tengo ni que molestar en comunicar con nadie y puedo poner la música alta porque a fin de cuentas a mi plin con los paisanos y sus historias de mierda; que sigan pagando que hay que fundirlo, que total ellos no lo gastan. Y vivaspañacoño! “

 (no idioma ‘original’ por aquilo de conseguir uma aproximação ao realismo; lamentavelmente não sei reproduzir o seu calão como quisera para um maior efeito dramático) ;)

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